Guerra de egos, os do STF contra os do Senado

Um homem disse a Buda: “Eu QUERO felicidade.” Buda respondeu: Primeiro, retire o EU, que é seu ego! Depois, retire QUERO, que é seu desejo! Pronto, agora você é deixado com a felicidade.”

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Quando o homem reage a uma provocação, é porque seu ego foi provocado. Assim, cavalgam pelo planalto central, com seus egos “nas alturas”, os atores da Guerra dos Egos. Todos rumo ao topo de seus interesses pessoais, sem olhares com intuitos de oferecerem a outra face, se vier represália. Os 52 votantes de “Pacheco” (Senado) resolvem agir contra os poderes dos 11 de “Barroso” do outro poder (STF).

Sem escudeiros, os chamados “urubus intocáveis” (STF), que voam alto com seus poderes temidos, com os seus direitos constitucionais de darem as últimas canetadas, vão ao troco verbal com três de seus egos individuais, porque a corte máxima não tem o seu.

Há nesta causa uma contradição na aprovação da PEC dos Pachecos, que é usada no seu Senado da República, no comando de qualquer presidente ou no do atual, o Pachecão, nas suas alturas de 1,97, – que é dono da pauta – é só dele com a sua decisão monocrática, decide o que será discutido no Senado. Não existe qualquer chance para qualquer deliberação colegiada sobre a pauta do Senado; ela é monocrática para dizer o que faz e o que não faz, coisa que não quer permitir aos ministros do STF, embora eles tenham a prerrogativa constitucional de agirem também monocraticamente para serem ágeis, até que uma deliberação coletiva possa deliberar sobre o caso. No Senado, o presidente, monocraticamente, não deixa votar trocentos pedidos de impeachment de presidentes ou de ministros do STF, porque ele é sozinho dono da pauta; não existe recurso para reverter essa decisão, ao contrário do STF que tem essa possibilidade. No entanto, querem com a PEC, que 52 votaram, impedir decisão monocrática da corte maior, que mais adiante o colegiado pode alterar. Mas os Pachecos na PEC que aprovaram, deixaram em aberto que a – corte maior – possa continuar votando monocraticamente quando é para dar alvará para soltar um político preso, certamente amigo dos Pachecos e Pachequinhos. O poder que tem atitudes – “faça o que eu digo, não faça o que eu faço” – não merece servir de exemplo digno, para dar conselhos e impor ao outro poder, mesmo que por votação, uma obrigação de fazer.

Daí as falas: – “STF não é formado de covardes”, disse o goleiraço Gilmar, da corte maior. Ele matou a bolinha do Pachecão, no peito, e mandou para o ar das redes sociais.

No desenrolar desta “micellean“, em latim “já latindo”, tem um senador Jacks estripador baiano ferido, um Pachecão que – a Minas das galeras das Gerais – não irão aplaudir mais para governar as terras do farsante Tiradentes, o maior mentiroso dentro dos Autos de Devassa.

Onde há cadáveres, as cegonhas, os flamingos, os grous e os Pachecões querem substituir os corvos e os abutres, fazendo uma parábola com o “Visconde partido ao meio” de Italo Calvino, ainda na primeira página. Em Visconde partido, o bom no lugar do mau criava outro efeito de surpresa, onde as duas metades, a boa e a má, são da mesma forma insuportáveis.

Mas essa é a história (sem H), de Calvino, na história do Brasil, com a Guerra de Egos, sofremos todos nós que somos alimentados por “Panem et Circenses” (sátira de Caio Graco), das mãos do executivo. Cujo chefe do executivo, que parece também ter algo a ver com essa Guerra de Egos, quando permitiu que seu “Jacks estripador baiano”, líder do seu governo, desse quatro votos para o Pachecão aprovar a PEC.

Todos sabemos que o apoio do líder Jacks era necessário para o Pachecão e os caretas do Centrão votarem nos futuros projetos de interesses do poderoso do Palácio do Planalto.

Por Guilhobel A. Camargo – Gazeta de Novo

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