A Michelle Bolsonaro não quer prejudicar Janja, nem Lula! Será?

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Mas o que ela quer? O que ela quer, e o seu “imbrochável” também quer, é fácil compreender: Ela já foi a escolhida pelo PL e por Bolsonaro para ser a “Evita ou Izabelita Peron brasileira” porque os Bolsonaros sabem que para o ex-presidente, além de inelegível, sobrará uma bela cadeia.

Assim, cada vez que o Bolsonarismo inventa mentiras contra a primeira-dama Janja, – com a rede do mal sob o comando do vereador Carlos Bolsonaro, “rei das Fake News” – elas são esparramadas pelos robotizados, que são milhões. Esta semana, hackers invadiram a conta de Janja no X (antigo Twitter), que tem mais de 1,4 milhão de seguidores. A Polícia Federal já cumpriu uma série de mandatos relacionados com o caso e o responsável já foi identificado , trata-se de um jovem de 17 anos, inspirado ou influenciado provavelmente pelos anos de atuação do “gabinete do ódio”.

Na imagem que estão construindo para Michelle, a primeira coisa que vem à mente das pessoas, sem mesmo parar para pensar, é que a ex-primeira-dama, além de ser bonita, nunca esteve envolvida com nada. Só que não é bem assim; há cheques do Queiroz – citado no relatório do Coaf – que foram depositados na conta de Michelle e outros repasses de rachadinhas. Tem o caso das joias que vieram dos árabes, para seu pescoço e pulso, e eram do estado brasileiro. Tem, no mínimo, um grande caso de intolerância religiosa, que ela postou com fotos no Instagram, gerando reações na sociedade civil. Um interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro condenou a publicação de Michelle em entrevista ao jornal Extra e afirmou que “Michelle se utiliza de um conceito racista de que o que é branco e europeu é bom e deve ser exaltado. Já o que vem da África, do povo preto, é do mal. É uma ignorância porque nas tradições africanas há a figura do criador. Esse Deus dela tem origem no nosso continente”. Dom Paulo Evaristo Arns também se pronunciou sobre este caso e afirmou sentir ‘preocupação’. Em nota, afirmou que: “em nome do respeito à fé, pedimos que a primeira-dama se retrate imediatamente, dentro dos princípios cristãos de amor ao próximo que afirma professar e aja em conformidade com as leis que regem nosso país, a fim de que seja verdadeiramente uma pátria para todos os brasileiros e brasileiras, indistintamente de opção religiosa ou política”.

Michelle se diz defensora de causas sociais relacionadas a pessoas com deficiência, no entanto, “tem tanta empatia” (!) que abandonou a mãe e a avó em uma favela de Ceilândia (DF). Elas nem foram convidadas para a posse de Bolsonaro ou para frequentar o Palácio Alvorada; muitos nem ouviram falar delas. Bolsonaristas atacam Janja, dizendo mentiras: dizem ser ela uma “esperta”(na verdade dizem coisa pior) que encostou no Lula para sobreviver. Fingem não saber que ela era funcionária da ITAIPU, onde passou em concurso, e tinha um dos mais altos salários da binacional. Janja tem formação universitária e escondem isso porque a Michelle não passou do ensino médio. Janja formou-se em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e se especializou em História, tem MBA (Master of Business Administration) em gestão social e sustentabilidade.

Toda a família Bolsonaro só vive há anos na desconstrução do nome de pessoas. Ontem mesmo, na sabatina do Dino no senado, Flavio Bolsonaro fez vários ataques – usando mentiras ao senador Flavio Dino – e aproveitou para mostrar seu comportamento “rempli de soi-même” (cheio de si mesmo). Flávio falou: “O ex-presidente Bolsonaro virou pra mim e disse: “O que você acha de ser o indicado para ministro do STF?”. Flavio disse: “Eu gosto de ser político, indique o André Mendonça para o STF”. NOTA: Flavio nunca advogou, não tem notório saber jurídico e reputação ilibada, jamais chegaria ao STF.

Durante o seu mandato, o ex-presidente sugeriu que iria indicar Eduardo Bolsonaro para ser embaixador do Brasil nos EUA. Então é fácil entender porque estão preparando a Michelle para ser a Evita ou Izabelita Peron do Brasil. Isabelita era dançarina argentina, Michelle era modelo brasileira.

Por Guilhobel A. Camargo – Gazeta de Novo

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3 respostas

    1. Michelle trabalhou como secretária parlamentar entre 2004 e 2008 na Câmara dos Deputados, onde conheceu seu futuro marido, Jair Bolsonaro. Já com uma filha, Letícia Firmo, casou-se em 2007 com o então deputado federal, com quem teve outra filha, Laura Bolsonaro.
      Esse caso da “ intolerância religiosa”, com a citação da frase de Dom Paulo Evaristo Arns , esta no Wikipédia, bem no final das matérias : https://pt.wikipedia.org/wiki/Michelle_Bolsonaro#cite_note-167

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