Rio o “Cambalachi do crime”: “Protegido”com dinheiro de entes públicos e por agentes públicos

Rio de Janeiro do glamour se tornou a vitrine do “brechó do crime”.

Ocorreram seguidos colapsos que levaram a falência do sistema público no estado e que – trato individualmente em cinco (5) temas, – indicando a principal figura pública que levou ao Rio de Janeiro, em cada época, ser o “Cambalachi do Crime”, no Brasil, e eles são:

Carmela Leite Dutra a “Santinha” católica; Juscelino Kubitschek de Oliveira, medico urologista e polícia militar, católico; Artur da Costa e Silva, general que deu forte continuidade ao AI -5 cometendo atrocidades e violando direitos humanos, católico; Jair Messias Bolsonaro, capitão defenestrado do exército, adorador de torturadores e ditadores, católico que virou protestante por conveniência e pôr fim a somatória de toda esta lista.

Rio o nosso cartão de visita, ilustrado com o Cristo redentor e lindas praias para o mundo, é já há tempos uma vitrine de um “Brasil bandido”.

É um brechó (= belchior, = cambalachi) que na prateleira do seu “sebo”, o que mais tem de errado para fornecer são armas, drogas, celulares roubados, serviços de milícias que são as nossas Máfias a moda carioca etc… para vender ao povo. Roubo de terrenos; construções ilegais de prédios; serviços de concessões públicas de água, luz, e internet, que foram capturados pelas milícias. Cargas de caminhões roubadas, para fornecer à cidade que se dobrou ao crime. Criminosos usam armas tão modernas que fazem os equipamentos dos policiais pareceram os tanques de guerra do nosso exército, que mais fumam, do que bebem o combustível.

… sucede que um tílburi à disparada, quase me atirou ao chão. Escapei saltando para dentro de uma loja de belchior…” ( Machado de Assis) Belchior igual a brechó que é igual a cambalachi do tango de Enrique Santos Discépolo,

E Machado de Assis em “Ideias de Camarario” continua :

A loja era escura, atulhada das cousas velhas, tortas, rotas, enxovalhadas, enferrujadas que de ordinário se acham em tais casas, tudo naquela meia desordem própria do negócio. Essa mistura, posto que banal, era interessante …

Assim como um “tíburi em disparada”, que é um carro de duas rodas com dois assentos, com capota e sem lugar para o cocheiro, puxado por um só animal: o povo carioca foi jogado para dentro de uma cidade que virou um grande cambalachi.

E foi uma sucessão de erros, com vários colapsos provocados em seu início e na maior parte pelo Governo Federal

1º – 𝐎 𝐩𝐫𝐢𝐦𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐜𝐨𝐥𝐚𝐩𝐬𝐨 𝐝𝐨 𝐑𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐉𝐚𝐧𝐞𝐢𝐫𝐨 com ajuda de Dona Carmela Leite Dutra;

O “fim dos cassinos” em 1.946, decretado por seu marido, o presidente Dutra, também deu um fim para uma era rica, jogando no lixo a grandeza dos cassinos da Urca e do Copacabana Palace, com todo o glamour que tinham. Prejudicou a cultura, o comercio da diversão que propiciavam principalmente aos turistas que chegavam ao Rio, e traziam muitos dólares para o estado. Foi o presidente Dutra que atendendo a Dona Carmela, que obedecendo a igreja acabou com os cassinos no Brasil. Tal proibição deixou empresários e empregados – sem seus sustentos, além dos artistas que se apresentavam no “dia a dia”. Fechar os cassinos criou um grande colapso na economia carioca. Sofreram os hotéis, restaurantes, comercio e esses milhares de desempregados foram aos poucos procurando opções alternativas, muitas delas ilegais. Fechou em 30 de abril, sob o argumento de que o jogo “é degradante para o ser humano”, uma hipocricia, pois na verdade ele prejudicava as igrejas que nos finais de semanas tinham fantaticos lucros com os bingos e carola, Dona Carmela, foi o veiculo para ajudar seus padres.

2º – 𝐎 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐧𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐥𝐚𝐩𝐬𝐨 𝐝𝐨 𝐑𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐉𝐚𝐧𝐞𝐢𝐫𝐨 com ajuda de Juscelino Kubitschek de Oliveira

A transferência da capital para Brasília, em 21 de abril de 1.960 derrubou em mais de 30% a economia do Rio de Janeiro, que por 197 anos foi a capital do Brasil. Das três únicas capitais que tivemos, antes de Brasília (Salvador por 214 dias, Rio de Janeiro 197 dias e Curitiba por 3 dias de 24 e 27 de março de 1969) a única que não perdeu nada foi Curitiba.

O Rio enfrentou um processo de esvaziamento político e cultural que duraria décadas. Milhares de funcionários públicos que não quiseram ir, ficaram em indisponibilidade, fazendo nada. A nova capital que seria a “A capital da esperança”, demonstrou que nem tudo saiu como o esperado. As cidades-satélites foram ocupadas desordenadamente, transformando-se em favelas. A esperança – virou também um grande cambalachi – com trocemos políticos desonestos. Agora no início do século XXI, a “esperança”, virou uma central de milicianos, pastores com suas tvs e rádios, fazendo leis para beneficiar seus interesses escusos, que são um bando de protestantes com poderes para proteger seus cooperativismos. Não esquecendo que uma boa parte dos “exportados” do Rio para Brasília, como o ex deputado Eduardo Cunha, que foi preso, deputado Domingos Brazão empresário ladrão e assassino preso, aguardando sentença, e o ex deputado e ex presidente chefe dos milicianos que aguarda para ser preso que contribuíram para o Rio de Janeiro ser o centro do crime no Brasil.

3º – 𝐎 𝐭𝐞𝐫𝐜𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐜𝐨𝐥𝐚𝐩𝐬𝐨 𝐝𝐨 𝐑𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐉𝐚𝐧𝐞𝐢𝐫𝐨 com ajuda do general Artur da Costa e Silva

Em 1969 nasceu a Loteria Esportiva o primeiro jogo da Caixa Econômica, – que tirou o trabalho do “puxador de lista do jogo do bicho”, – transformando-os e seus filhos, presas fácies, para o tráfico de droga e quadrilhas de roubo de cargas. E foi no dia 27 de maio de 1969, que o então presidente da República, general Artur da Costa e Silva, assinou o Decreto- Lei no 594, que autorizou a implantação da Loteria Esportiva. E na sequencia vieram as demais loterias que tornou a CEF o maior cassino do mundo e fizeram os banqueiros do bicho migrarem para o crime.

Esse impacto financeiro na vida dos favelados, transformou também outros moradores das favelas em milicianos ou participantes de tudo que é delito penal. A Caixa Econômica Federal, no lugar de dar as concessões das casas lotéricas aos puxadores de listas (poderiam até ter criado cooperativas de donos agencias lotéricas para receber como sócios os ex puxadores de listra de bicho, que ficaram desempregados), mas deram a agencias à laranjas de deputados e senadores.

As loterias da CEF foi um gigante passo para destruir “o banqueiro de bicho a moda antiga” (aqueles primeiros que não vendiam drogas e não comandavam quadrilhas) aqueles que ficavam com o custo social das favelas, que era a obrigação do Estado. Eles patrocinavam os carnavais, levavam aos morros do Rio ou periferia da cidade o que os governantes não atendiam em suas necessidades. Eles tiveram de sair de cena e seus filhos passaram ao novo esquema, de venda de droga e produtos de roubo tendo acima deles os chefes milicianos assumiram o comando de tudo. Até a entrega da Luz, do gás, da água, construção de prédios, agiotagem fornecimento de emprego para menores na droga e no roubo. E esses milicianos, comandam comunidades em morros ou periferia, cujo moradores somados são em número maior que os da cidade de Curitiba. Os políticos apoiados pelos milicianos se alimentam, desses votos em eleições e uma vez eleitos, esses políticos protegem os milicianos. Desse esquema nasceram vários governadores que foram presos e até um presidente da República do Brasil que pode estar sendo preso na hora que você estiver lendo este texto.

4º O quarto 𝐜𝐨𝐥𝐚𝐩𝐬𝐨 𝐝𝐨 𝐑𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐉𝐚𝐧𝐞𝐢𝐫𝐨 com a chegada de Jair Messias Bolsonaro para entrar na AMAN

Um terrorista que já tenente, tentou explodir quarteis e a adutora Guandu do RJ, para reivindicar aumento de salário . Defenestrado da caserna, aos 33 anos, e aposentado com apenas 13 anos de serviço, um católico que começou a viabilizar suas campanhas junto a milicianos, banqueiros de bichos e de drogas, chefes de gangs de roubo. Com essa conduta ajudou a entrelaçar o crime das favelas com policiais e governadores. Governadores, quase todos presos e sem que o Bolsonaro deputado federal, durante 28 anos, levantasse qualquer palavra, na Câmara Federal, acusando os seus crimes.
Bolsonaro na verdade foi uma “rede”, que jogada no Rio, deixou todos dentro de um mesmo cardume de peixes capturados e envenenados pelo crime.

5º – Quinto 𝐜𝐨𝐥𝐚𝐩𝐬𝐨 𝐝𝐨 𝐑𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐉𝐚𝐧𝐞𝐢𝐫𝐨 foi a somatória de tudo desde 1946 a 2024

O produto “de tudo isso, (1ª, 2º , 3º e 4º colapsos) são os governadores corruptos e presos “os filhos dos quatros colapsos”.
Uma série de 6 governadores do Rio, foram afastados ou presos nos últimos anos. Um sexto esteve a caminho da cadeia, ele que era um ex Juiz “de direito”, Wilson Witzel, que foi acusado de corrupção na Saúde durante a pandemia. Por dez votos a zero, o governador afastado do Rio perdeu o cargo ao ter o impeachment confirmado em abril de 2021.

O atual Claudio Castro já está com a polícia aos seus pés, uma vez que já teve os sigilos telemático, fiscal e bancário quebrados e é o sétimo governador do Rio a ser investigado por corrupção.

Para lembrar dos cinco outros governadores:

1 – Sergio Cabral foi preso em 2016, na Operação Calicute, que chegaram a 23 condenações que somam 430 anos. Hoje Cabral está cumprindo prisão domiciliar;

2 – Luiz Fernando Pezão, processado em preso quando ainda era governador em fim de mandato. Foi acusado de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Foi posteriormente solto, após meses em um quartel da Polícia Militar.

3 – Rosinha Garotinho condenada e presa na Operação Caixa D’agua

4 – Anthony Garotinho condenado e preso na Operação Chequinho que foi corrupção eleitoral

5 – Wellington Moreira Franco denunciado por corrução, foi condenado em preso.

E na prefeitura do Rio, teve o caso do pastor Prefeito Marcelo Crivella que foi preso por corrupção, afinal as pessoas moram nas cidades, “só depois nos estados e depois no país”, elas também tem o direito de ter o seu ladrão cristão evangélico.

E por fim estamos todos aguardando a prisão de um Messias, que começou roubando parMito e por isso virou Mito, que por ter cometido “trocentos crimes”, deve ser condenado e preso antes de setembro chegar.

Os bandidos saíram de suas casas na cidade ou favelas, do Rio de Janeiro, chegaram a andar nos corredores do poder, de palácios de governo e depois passam tempos dentro dos corredores das cadeias.

Ladrões pagos com dinheiro público para defender mentiras, praticar corrupção com agentes públicos sendo os autores, este tem sido o nosso Rio Maravilha.

E desse estado de agentes públicos bandidos, o Brasil escolheu um por quatro anos, que nascido em Glicério “virou cria do Rio”, para governar o nosso país. Um “Coiso” que por pouco menos de 1,5% dos votos, quase vira um ditador e um mês depois por muito pouco, em 8 de janeiro, quase consegue.

Um verdadeiro “Brechó” em espanhol CAMBALACHI.

“…𝘝𝘪𝘷𝘦𝘮𝘰𝘴 𝘮𝘪𝘴𝘵𝘶𝘳𝘢𝘥𝘰𝘴 𝘦𝘮 𝘶𝘮 𝘮𝘦𝘳𝘦𝘯𝘨𝘶𝘦

𝘌 𝘯𝘢 𝘮𝘦𝘴𝘮𝘢 𝘭𝘢𝘮𝘢 𝘵𝘰𝘥𝘰𝘴 𝘮𝘢𝘯𝘶𝘴𝘦𝘢𝘥𝘰𝘴…”

(Discépolo)

Que sempre houve ladrões, maquiavélicos e safados
Contentes e frustrados, valores, confusão

Mas que o século XX e XXI é uma praga
De maldade e lixo
Já não há quem negue
Vivemos atolados na lameira
E no mesmo lodo todos manuseados

Hoje em dia, dá no mesmo
Ser direito que traidor
Ignorante, sábio, besta
Pretensioso, afanador

Tudo é igual, nada é melhor
É o mesmo um burro, que um bom professor

Por Guilhobel A. Camargo Gazeta de Novo

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2 respostas

  1. En la letra de cambalache nunca te esqueça da educação pues los los políticos corruptos concordaron con El poder judiciario contaminado, policia, militares, etc e dejaron los dono do jogo de bicho virarem barones. Non tem solução!

  2. A coisa aqui tá preta. Acontece que o problema é epidêmico e não endêmico: está espraiado por todo o Brasil. O que fazer? Reagir ou sucumbir? O Brasil precisa de uma faxina, a exemplo do ocorrido em El Salvador e Singapura.

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