Professores e professoras do Brasil, desculpem a sua pátria, mas não desculpem os políticos que comandam os seus destinos

Aceitem o meu respeito e minha admiração no seu dia, pois sei que o que lhes é mais gratificante é levar conhecimento para as crianças.

Por Guilhobel

Mesmo o mais ignorante dos seres sabe que a educação muda o futuro das pessoas e permite que cada uma delas construa sua própria história. Mas não é bem isso que a maioria de nossos políticos entende.

Não faz muito pouco tempo que Curitiba viu professores sendo espancados na frente da Assembleia,

  • por ordem de um “pia de prédio” e seu secretário de segurança,- agredidos com tiros de borracha, cassetetes e presos ou hospitalizado, eu estava lá e levei um tiro de borracha em cima do coração.

Mas neste Dia do Professor, aqui no Brasil, temos que escrever para tentar dar alento aos mestres, para que não desistam. Que não esmoreçam, apesar de tudo o que sofrem para lecionar e ainda sacrificam sua qualidade de vida, seus prazeres de viver, pois recebem uma miséria de salário do estado e dos municípios.

Vocês são nossos heróis, sem as medalhas tão comuns colocadas nos peitos dos militares e em honrarias para políticos, empresários e a seus próprios asseclas. Mas nunca colocadas no peito de um professor ou professora de uma escola de ensino primário ou secundário, pois teriam de reconhecer o seu valor e melhorar o seu salário.

A falta de valorização do trabalho docente em nosso país tem levado as nossas crianças a caminhar rumo à escuridão das estradas da vida. Vivemos há anos esse grande desafio, pois ele requer uma conjugação de iniciativas concernentes ao Poder Público e à sociedade civil.

Alguns problemas vão desde o desinteresse em seguir a carreira de professor, como a precarização da profissão, a infraestrutura ruim das escolas públicas, falta de equipamentos e materiais de apoio.

A violência de alunos e muitas vezes até de pais de alunos contra os mestres é algo de arrepiar qualquer cristão, islamita, judeu, de outras religiões e ateus.

A baixa remuneração comparada com a maioria dos países chega a ser uma ofensa à profissão e também a falta de reconhecimento da profissão pelos políticos e pela sociedade.
A valorização do trabalho docente é o ponto de partida para o país caminhar rumo ao progresso e melhoria da qualidade de vida de todos, mas infelizmente não é o que vemos.

No Japão, eles são tratados com o termo honorífico de respeito “sensei”. Significa uma qualificação para a autoridade, pelo seu conhecimento superior e respeito em qualquer que seja a área que lecionem. Lá o professor é visto como uma prioridade para todos os fatores da política educacional. O governo destina altos investimentos na educação, como uma garantia para o futuro das crianças e do país. A média salarial para um professor na faixa dos 43 anos é de 420 mil ienes por mês, e eles também têm bônus pagos duas vezes ao ano. Portanto, o rendimento anual fica na casa dos 7 milhões de ienes. Em comparação com o Brasil, o piso salarial de um professor da rede pública estadual, que é de R$ 3.800,00, o que convertido em ienes daria aproximadamente ¥ 110.000. Ou seja, ganha 1/4 da média mensal do Japão, sem bônus, apenas com o 13.º salário. A média do valor anual comparada ao Japão é de míseros 1/5 dos vencimentos.

Professor na Suécia: A remuneração variável de um professor na Suécia é de SEK 50.000, que é igual a r$23.053,81 reais. Por ano, em reais, seria R$ 276.636,97 reais. Ou seja, o que na Suécia um professor ganha sete (7) vezes mais.

Na China, o respeito pelos professores é uma característica marcante da cultura daquele país que hoje surpreende o mundo pelo seu fantástico crescimento. Ele está enraizado na filosofia confucionista e na crença no poder transformador da educação. Lá os professores desfrutam de um status elevado e são vistos como modelos e guias essenciais para o futuro deles próprios e do estado.

Apesar de tudo sei que nossos mestres não irão se abater, pois está no coração deles essa missão.
Termino este texto com uma frase de Erasmo de Roterdã:
“A primeira fase do saber é amar os nossos professores.”

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2 respostas

  1. Gratidão por esse artigo perfeito em defesa da nossa profissão! Para conseguir se manter como profissional da educação precisamos abrir mão de muitas vantagens salarial e AMAR o que fazemos. Precisamos urgentemente mudar isso em nosso país, estamos correndo contra o tempo, ou mudamos essa realidade ou nunca teremos políticas sociais que dêem conta das mudanças que se fazem urgentes para nossa população!!

  2. GRATIDÃO E PARABÉNS, meu caro e insigne Guilhobel Aurélio de Camargo pelo seu honroso e verdadeiro, em essência, textto! Lamento que sua lucidês não seja a mesma dos ditos “arautos” do povo que se canditam e são eleitos por esse mesmo povo incauto ( por falta de educação)! Os dirigentes e poderosos no Brasil, o são por deterem as fortunas, que somadas, e bem aplicadas na EDUCAÇÃO transformariam nosso país e o elevariam a um patamar cientifico, social, econômico e politico sem precedentes!
    Contonuo, como professora, que sou, com muita honra e compromisso a lutar e esperar que esse sonho se realize! Muito obrigada por suas palavras tão pertinentes no mundo hostil em que estamos a passar!❤️💚💙🤎💛🧡💜

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