Nova corrida espacial, agora é para “plantar” uma usina nuclear na Lua

Imagem: WkiImages/Pixabay

Enfim, “os filhos de um Deus, na Terra”, estão autorizados a poluir tudo e, se puderem acabar com tudo o que tiverem acesso. E a culpa será do “Livre Arbítrio” utilizado pelo cristianismo, espiritismo, budismo, etc…
Mesmo sendo ateu, tenho que lembrar do romance de Fiódor Dostoiévski, “Os irmãos Karamazov”, uma das mais importantes obras da literatura mundial.
“…Ivan, o intelectual, concebe o crime, mas, ao fim, lava as mãos como Pôncio Pilatos. SmierDiakov, o filho bastardo e renegado, aquele que não tem nada a perder, leva às últimas consequências o niilismo intelectual de Ivan e ceifa a vida do próprio pai: ‘Se Deus não existe, tudo é permitido’…”

Não é porque “Se Deus não existe, tudo é permitido”, não é a crença ou descrença que deve pautar o comportamento humano, é sim o seu caráter e as virtudes, que são hábitos constantes que nos levam para os caminhos do bem.

Rússia, China, Estados Unidos, buscando manter os seus projetos espaciais em dia, estudam a montagem de usinas nucleares em solo lunar.

Precisam destas bases com usinas nucleares, porque não há como levar o combustível líquido além do que precisam para levar a nave até a lua e depois voltarem ou tomarem outro rumo. Precisam da energia nuclear, para a partir da lua alcançarem outros planetas e outros satélites, sendo o primeiro objetivo chegar ao planeta Marte.

Parece que no sistema solar o homem não terá qualquer reação contrária contra essas formas de “poluição explosiva”, uma vez que até agora não conseguiu constatar a existência de vida inteligente nos planetas ou nos satélites naturais que observa.

Estima-se que a nossa galáxia, a Via Láctea, possui até 400 bilhões de estrelas e em torno delas 200 bilhões de planetas. E no universo, até onde a ciência pode observar, ou supor, teríamos 12 bilhões de galáxias maiores ou menores que a Via Láctea.

Os astrônomos estimaram que o número de estrelas de uma grande galáxia espiralada corresponde a aproximadamente um tredecilhão.

Sendo que um tredecilhão é um número com dez (10) seguido de 42 zeros, ou 10 elevado à quadragésima segunda potência que teríamos dentro deste conjunto, que não é o todo, e depois multiplicar o tredecilhão por 200 bilhões de planetas para chegar em um número que poderíamos – quase impossível em representar – e dentro dele supor que existam vidas e elementos químicos e físicos que jamais conheceremos.

Mesmo que tenhamos um bilhão de anos em evolução, não conseguiremos estragar muita coisa além da Via Láctea e mesmo se fossem além dela, porque o universo é infinito, e infinito é o que não tem começo e não tem fim.

Assim não tendo começo não temos um Deus criador.

E se você me disser que – não tinha nada antes do universo – e que um Deus criou tudo, criou até o infinito, isso já seria prova que ele não criou tudo, porque se ele existia, algo já existia.
Ele não estaria em lugar nenhum quando até as religiões dizem que Deus está presente em todos os lugares. E para ele existir quem criou ele? Seria um outro Deus, o “pai” dele?

Se você achar o absurdo ilógico, que ele teria nascido sozinho do nada, quando do nada não nasce nada. Mas digamos que ele surgiu de coisa nenhuma, aí ele é um Deus ateu.

Sendo um Deus ateu, os ateus estão mais próximos de serem os que buscariam a sua semelhança do que os crentes em um Deus.

Quando escuto Deus aqui, Deus ali, Deus me livre, Deus te guie, Deus te proteja, Deus é pai, que Deus esteja convosco, remeto meu pensamento que ainda estamos na idade das trevas.

Nada diferente de séculos passados que o homem achava que a Terra era o centro do universo e era o sol que girava em torno da Terra.

Com infinito de galáxias ou outros sistemas e dimensões, não temos a mínima ideia dos tipos de vidas e outros elementos (química – física) que ainda teremos que acrescentar na tabela periódica dos elementos. Esta tabela foi construída a partir do que encontramos na superfície da Terra, de meteoritos que caíram aqui, ou o que sondas mandaram de informações de Marte e de outros locais investigados.

Também na tabela feita pelo químico russo Dmitri Mendeleiev em 1869, que recebeu inclusão de outros elementos, só em 2016, novos elementos químicos da tabela foram oficializados: o Tennessine (Ununséptio), Nihonium (Ununtrio), Moscovium (Ununpêntio) e Oganesson (Ununóctio).

Neste sentido quem somos nós, para dizer que esse Deus, um fantasma impossível, nos escolheu como o animal preferido para gerenciar as demais vidas na Terra. Tendo o poder de matar bois, vacas, galinhas, porcos, pássaros, peixes, insetos, répteis, outros tipos de vida, como vida vegetal ou até mineral.

E que pretensão humana em viajarmos em um sonho maluco, que um Deus que está a nós esperar, no Céu, para julgar o nosso comportamento e separar aqueles que irão ficar em um tal de Paraíso ou Inferno. E depois se for pecador ter que voltar para a Terra, para cumprir uma pena de purificação, é simplesmente um delírio coletivo.

E se acreditássemos que o tal Deus, teria de buscar dentro destes 100 sextilhões X outros 1.000.000 de sextilhões de planetas, com bilhões de tipos de vidas em vários estágios, para ser o questionador de tantas pessoas: Que fila formaria para perguntar por que que você roubou um banco, por que não deu o dízimo para o padre ou para o pastor e por que comeu a última bolacha do pacote sem dar para o seu irmão?
E ele diria: “Você terá que voltar mais três vezes para purificar seu comportamento e só depois ser recebido no Paraíso”.

Não seria mais lógico ele criar todos bem puros, bondosos e cheios de amor e já deixá-los dentro de um Paraíso.

É ridículo ainda existirem religiões e estas continuam brigando em territórios que dizem ser sagrados como Palestina, Jerusalém e Israel em nome de seu amor por um Deus!

E 83% por cento da população mundial ainda acredita que um Deus existe e espera por entrar no Paraíso!

A história das religiões é antes de tudo a raiz das principais guerras da humanidade.

Não será surpresa que no dia da inauguração da usina atômica na Lua, dentro de no máximo uns 10 anos, em templos aqui na Terra, os livros sagrados serão abertos para abençoar as novas guerras que serão “atômicas planetárias”.

Que Deus me livre de acreditar nele.


Por Guilhobel A. CamargoGazeta de Novo

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2 respostas

  1. Ainda bem que Deus livrou você de acreditar neles, já que é ateu!! Eu também não acredito em nenhuma religião que tenta impor sua vontade… também espero que nós, humanos, deixemos de buscar no universo formas de ter mais poder através de armas… religiões que através do medo escravizam são o ópio do povo, infelizmente!!! Esse artigo é prova de seu vasto conhecimento de mundo!!!!

  2. Ai meu deus do céu, Guilhobel, você perdendo tempo com histórias da carrocinha. Não me convide para seguir esse rumo. Vamos falar sobre a desverdade que é chamar a abelha rainha de rainha quando todos sabemos que é abelha escrava, e a formiga rainha de rainha idem idem. O que eu sei é quando eu morrer tudo para mim será como antes de eu ter nascido. Nossas vidas são duas eternidades; você nasce, mal tem tempo de dizer “aqui del Rey” e já apaga, entra em outra eternidade. Como a eternidade é uma coisa única, como aquela coalhada incrível da sempre lembrada Confeitaria Schaffer, o antes e o depois é uma coisa tão ridiculamente nada, que a eternidade segue seu rumo na direção de si mesma.
    Isso posto, informo que ninguém conseguiu me fazer crer que Papai Noel existe, nem coelhinho da Páscoa, nem mula sem cabeça, nem vida após a morte. O que existe é transformação. Deixo de ser humano para ser pasto de vermes: continuo em outros, mas já não sou eu. Quanto eu morrer mergulharei no Nada Absoluto – em maiúsculas, em respeito ao meu passamento. E agora, com licença, meu amigo, que parece que ainda rola um tantinho de vida pra eu viver.

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