Milei Presidente da Argentina: a chance do Paraguai se tornar gigante

O Paraguai é um “Eldorado” para receber empresários.

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Vivemos em tempos em que as fronteiras entre nações se tornam cada vez mais permeáveis, e as oportunidades de crescimento e desenvolvimento se estendem além dos limites geográficos. No cenário sul-americano, surge uma possibilidade intrigante: “Milei, presidente da Argentina, é a chance do Paraguai se tornar gigante.”

Neste texto irei explorar as razões por trás dessa afirmação, destacando os recursos e políticas que fazem do Paraguai um potencial gigante no cenário latino-americano.

O Paraguai é uma terra abençoada por recursos naturais e políticas favoráveis ao desenvolvimento econômico. Sua capacidade excedente de energia é um ponto crucial, fornecendo eletricidade a preços quatro vezes mais baixos do que qualquer outro país da América do Sul. A Hidrelétrica de Yacyretá, compartilhada entre Argentina e Paraguai, e a monumental Usina Hidrelétrica de Itaipu, compartilhada com o Brasil, são testemunhas do potencial energético desse país.

Além disso, o Paraguai adota uma abordagem acolhedora para atrair investidores, cobrando apenas 1% de imposto para indústrias que se instalam no país, visando importar máquinas e componentes para suas atividades. A oferta de terras para a instalação de fábricas e a concessão de cidadania, permitindo o acesso a 146 países sem visto ou com visto facilitado, são incentivos significativos para aqueles que buscam oportunidades além das fronteiras.

No que diz respeito à carga tributária, o Paraguai se destaca com uma taxa de apenas 10% para empresas, com casos excepcionais de 5%. Comparativamente, no Brasil, o mínimo é de 22%. Além disso, impostos sobre imóveis e heranças são totalmente isentos, criando um ambiente fiscal favorável para empreendedores e investidores.

O Paraguai é um “Eldorado” para receber empresários, pois além da oferta de energia mais barata, possui políticas fiscais atrativas. Também se destaca no transporte fluvial, que é o meio mais barato para levar a produção ao mercado consumidor. Além de ter um terminal marítimo no porto de Paranaguá, o país também desfruta e domina o transporte hidroviário, na região, conduzindo as exportações pela Hidrovia Paraguai-Rio Paraná, até a chegada no oceano Atlântico, via bacia do Prata.

Enquanto o Brasil ainda engatinha nesse campo, o Paraguai demonstra sua grandiosidade na maior hidrovia do continente sul-americano com uma frota de barcaças impressionante, capaz de transportar enormes cargas com eficiência. O país guarani tem a terceira maior frota de barcaças do mundo, com 3.000 unidades operando nos meandros da Bacia do Prata, dentro de uma rota fluvial de 3.442 km.

Uma joia nas políticas paraguaias é o programa da Lei Maquila , um dos incentivos fiscais mais populares. Com uma tributação de apenas 1% sobre o valor adicionado localmente, as empresas no regime de Maquila estão isentas de outros impostos, tornando-se uma opção atrativa para investidores locais e estrangeiros. A ajuda do governo para escolha e oferecimento do local de instalação e a variedade de tipos de indústrias que podem se beneficiar desse regime, contribuem para sua eficácia.

Ao explorar os detalhes do regime tributário da Lei Maquila, percebemos que o Paraguai busca não apenas atrair investimentos, mas também promover o emprego local e o desenvolvimento industrial. Com requisitos acessíveis de capital e diversas formas de operação, a Maquila se torna uma ferramenta valiosa para impulsionar o crescimento econômico e a competitividade.

O Paraguai, em consequência das prometidas notícias incomuns de Milei, para os destinos que deseja conduzir a Argentina, fechando o Banco Central e adotando o dólar como moeda oficial, poderá ser o beneficiário do destino de empresários argentinos.

As políticas favoráveis que o Paraguai adota para atrair empresários, combinadas com recursos abundantes, posicionam o país como uma alternativa atraente para empreendedores e investidores em busca de oportunidades excepcionais.

As ações do novo presidente Milei, como presidente da Argentina, podem ser a chave que abre as portas para um Paraguai verdadeiramente se agigantar. Além disso, também há a ameaça de retirada da Argentina do Mercosul, o que pode levar empresários argentinos a transferirem suas indústrias para o Paraguai, aproveitando os benefícios de um ambiente empresarial mais amigável e a continuidade dos privilégios proporcionados pelo Mercosul aos seus negócios.

Os grandes empresários argentinos sabem que negócios poderão ser perdidos com a saída da Argentina do Mercosul, uma vez que negociar com outros países não terá mais os benefícios de isenção nos impostos.

Las oportunidades no son producto de la casualidade, mas bien son resultado del trabajo.

Por Guilhobel A. Camargo – Gazeta de Novo

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3 Responses

  1. Que o Paraguai seja muito bem aproveitado pelos empresários argentinos que, infelizmente, verão seu país ruir nas mãos desse ser incompetente…

    1. “……Ao explorar os detalhes do regime tributário da Lei Maquila, percebemos que o Paraguai busca não apenas atrair investimentos, mas também promover o EMPREGO LOCAL e o desenvolvimento industrial….’

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