CPI = Circo Para Insanos


Lembro dos meus 8 anos. Era mês de janeiro quando íamos, aqui em Curitiba, antes de ser uma República criada para exaltar um anti-herói, no Circo Irmãos Queirolo. Hoje sabemos que os espetáculos da “Lava Jato”, com o “powerpoint Dallagnol”, da “República de Curitiba”, eram manipulados e quebraram grandes empresas brasileiras, trazendo desemprego e obrigando muitas “conjes” a ajudarem no sustento do lar.

Com os colegas do bairro Jardim Centenário, há 69 anos, íamos assistir no Circo Irmãos Queirolo o talento e a graça que nos trazia o rosto puro do palhaço Otello. Representada por pantomimas peças célebres como “Em cada Coração um Pecado”, “Sansão e Dalila” e “Capitão América” faziam imenso sucesso e nos deixaram recordações inesquecíveis.

Mas o circo não pode parar; ele muda de cidades.

Hoje o maior dos circos brasileiros, a “CPI do 8 de janeiro”, está em Brasília. As pessoas não vão mais presencialmente e assistem às palhaçadas do que deveria ser muito sério através de canais de TV ou outros aplicativos.

Temos de escutar provocações, risadas e algazarras: “puta que pariu”, “o senhor mudou de ideia”, “vou me manter em silêncio”, “ele não participava, só ficava olhando, não participava”, “o senhor mentiu?”, “eram patriotas”, “eram terroristas”, “eu era um poder moderador”, “eu sozinho não poderia ser um poder moderador”, “‘Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão'”, “não tenho relação com os eventos”, “quantos ouvidos tem Mauro Cid”, “não tem fato objetivo que relacione o General aos fatos do dia 8 de janeiro”.

Por tudo isto, o “Alto Império de Brasília” será conhecido no futuro como um período da história caracterizado pelas expansões e o enriquecimento “de romanos”, digo de deputados, senadores, ministros e presidentes.

Usando “Panem et circenses”, uma política do Pão e Circo, para satisfazer a plebe, onde controla o povo – para não pensar em revoltas – esta tem sido a maior ferramenta de Brasília executada com sucesso. Seus atores sendo os agentes públicos e a plebe ficando entretida ou com eventos esportivos, ou subsídios com sexta básica, ou ainda com eventos “artísticos”, como uma CPI atrás da outra ou ao mesmo tempo de outras.

A frase “Panem et circenses”, de Juvenal, o poeta satírico romano, repetida há dois mil anos, ainda vale no Brasil, onde as instituições podem ser levadas para o lixo. Por ações do poder executivo, por parte de membros da justiça e por um congresso – e o povo espera – por algo que está muito longe de ter um Cícero, com “As Catilinárias”, em denúncias contra o senador Catalina, quando destilou: “Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência?

(Guilhobel, 76 anos, nascido em Curitiba)

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5 respostas

  1. Não só a CPI do 8/1 virou circo, mas as comissões parlamentares também. A despreparada extrema-direita não está nem aí para o decoro parlamentar, mesmo porque acho que nem sabem o que isso significa. A única preocupação é produzir materiais para as redes sociais.
    Lamentável!

  2. Inversão de valores, fake news , oportunismo , arrogância , ignorância , corrupção , traição , despreparo , desrespeito , incoerência , etc etc Assim caminha a política no Brasil. Espertalhões , metidos a valentões , lavradores da internet , usam a maioria desinformada para levar vantagem. Não dizem o que pensam e sim o que lhes proporciona ganhos eleitoreiros ou financeiros. O circo de horrores se instalou é isso bons quadros da política são expelidos. Ou você odeia o Lula ou odeia o Bolsonaro ou não sobrevive na política. Os conscientes , preparados e honestos são descartados nesse coliseu de insanidade

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