A guerra de classes não irá terminar em fascismo, foi o que os brasileiros falaram nas urnas

Lula reverteu a maré trumpista, evangélica, neofascista e sionista na América Latina.

Foto: Reprodução

      A guerra de classes travada contra a maioria não precisa terminar em fascismo. O fascismo vence apenas quando a esquerda abandona o campo de batalha das classes, e Lula, em seus governos, não abandonou as classes mais pobres. Lula mostrou que a esquerda pode vencer apontando para cima, visando aqueles que extraem renda do topo, em vez de apontar para baixo, culpando os que já sofrem.

         A forma de governar de Lula provou que o grande empresariado (Big Business) pode ser derrotado — ou, ao menos, forçado a perder algumas batalhas — através da construção de alternativas públicas contra suas máquinas de extração de renda.

         Oferecer aos trabalhadores alternativas concretas e a liberdade de dizer “não” é o que já disse Warren Buffett:

“…há uma guerra de classes, e a classe mais privilegiada está vencendo de lavada”. Mas ontem, no Brasil, ela perdeu uma batalha, embora não a guerra. Perdeu porque um presidente vindo da classe trabalhadora ousou nomear a guerra e combatê-la usando armas moldadas para defender a maioria.

        O povo da Europa e o povo dos Estados Unidos terão agora um desafio com o exemplo do Brasil. Terão de construir seu próprio PIX — redes públicas de pagamento — que acabem com os pedágios da Visa, da Mastercard e outros gigantes do mercado financeiro. Devem pensar em taxar os ganhos de capital e a riqueza ilícita, e não apenas a renda.

Façam como a China: deem ao público trabalhador participação acionária real dos lucros das empresas. Criem um banco de investimento público como alternativa aos mercados de títulos e restaurem o poder de barganha da força de trabalho.

POESIA:

E agora, Jair?
Teu filho
perdeu, te mandou pra Papuda.
Sendo covarde,
fugiu com a grana graúda.
Demonstrou que
não é anjo nem patriota,
abandonou milhões
de gente inocente ou idiota.

Em carta já informei:
“Eu sou o presidente eleito.”
Não tenho nenhum defeito,
logo serei também: “um prefeito eleito”
Na pequena San Benito, “The Resaca City.”

Por Guilhobel A. Camargo – Gazeta de Novo

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