Um ministro do STF deve ser como a mulher de Júlio César

À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta.

Essa expressão destaca que, para cargos de alta visibilidade ou responsabilidade, a conduta ilibada deve ser acompanhada de uma imagem pública inquestionável.

A origem desta frase é atribuída a Júlio César, quando “divorciou-se de sua esposa, Pompeia”, mesmo sem provas concretas de traição, afirmando que ela “não deve estar nem sob suspeita”.

O ministro Toffoli afirma que “saiu” da sociedade do Tayayá Aqua Resort (que é o nome fantasia da firma MARIDT, ou seja, Marilha Dias Toffoli Ltda). Foi como se fosse Cesar e “divorciasse-se de Pompeia”, quando venderam o resort Tayayá para o Fundo Arleen, dirigido por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, considerado um dos maiores vigaristas das finanças do Brasil.

O Fundo Arleen foi gerido pela firma REAG, utilizada para adquirir participações no Tayayá Resort, ambos geridos pela Reag Investimentos.
João Carlos Mansur, muito ligado a Vorcaro, foi o fundador e principal rosto da Reag Investimentos por anos. Em setembro de 2025, ele vendeu sua participação majoritária (cerca de 87,38%) para um grupo de executivos da própria empresa, por aproximadamente R$ 100 milhões.

A saída estratégica ocorreu logo após ele se tornar alvo de investigações da Polícia Federal na “Operação Compliance Zero”, que apura fraudes ligadas ao Banco Master.

Assim como a mulher de César, depois de “divorciada” (só para romanos verem), ninguém pode questionar a sua fidelidade a César. No caso de Toffoli, “fidelidade” como Pompeia, que seria hoje a MARIDT- Marilha Toffoli e seus irmãos.

A valor da venda da empresa que era de Toffoli e seus irmãos (o povo precisa saber a origem do dinheiro dos Toffoli para adquirir o resort) foi feita em prestações, cujas parcelas continuam sendo pagas até hoje por empresas ligadas a Vorcaro.

Se um ministro do STF — seja o atual relator ou um novo designado — não continuar atrasando a liquidação do Banco Master e protegendo Vorcaro e outros investigados em processos envolvendo políticos de alto escalão, o atual relator, Toffoli, sua esposa Marília e seus irmãos provavelmente não receberão as prestações restantes da venda.

Além de não receberem o dinheiro restante (milhões), e se não escaparem das malhas das leis,  ainda correm o risco de acompanhar Vorcaro em sua futura estadia no “resort” Papuda. Sendo mais específico, recolhidos em apartamentos no “Papudinha”, com comida paga pelo povo, dentista, médicos, terapeutas, massagistas, enfermeiras, geladeira cheia de frutas e doces, internet…etc…

O resort em questão é o Tayayá Aqua Resort, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná.

Aqui estão os detalhes sobre a transação e as conexões mencionadas:

Sócios originais: Os irmãos do ministro Dias Toffoli, José Eugênio e José Carlos, eram sócios do empreendimento por meio da empresa Maridt Participações.
Em nota oficial recente, o próprio ministro confirmou que também faz parte do quadro societário da Maridt, embora sem atos de gestão.

A venda:
A Maridt vendeu suas cotas em duas etapas. A primeira parte foi vendida em 2021 por cerca de R$ 6,6 milhões para o Fundo Arleen. O saldo remanescente foi alienado em fevereiro de 2025 para a empresa PHD Holding.
Conexão com Daniel Vorcaro:

O Fundo Arleen é ligado a Fabiano Zettel, cunhado e considerado operador financeiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Escândalo financeiro:
Daniel Vorcaro é o principal alvo do que vem sendo chamado de “Caso Banco Master”, uma investigação da Polícia Federal sobre supostas fraudes financeiras bilionárias e desvios de recursos de fundos de diversos pensão do Distrito Federal , e do Estado do Rio de Janeiro .

• Fundo de Pensão do Rio de Janeiro (RJ): Rioprevidência (Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro).
o Envolvimento: O Rioprevidência aplicou quase R$ 1 bilhão em ativos de alto risco do Banco Master, colocando em risco o dinheiro de aposentados e pensionistas. O ex-presidente da autarquia, Deivis Marcon Antunes, foi preso em uma ação da PF que apura gestão fraudulenta.

• Contexto do Distrito Federal (DF): O BRB (Banco de Brasília), banco público do DF, teve sua relação com o Banco Master alvo de inquéritos, especialmente após o anúncio da aquisição de parte do Banco Master pelo BRB. Investigadores apuram o uso de fundos na compra de títulos da instituição que foi liquidada.

• Governadores Envolvidos (Investigações): As operações colocaram sob foco as gestões dos governadores Cláudio Castro (RJ) e Ibaneis Rocha (DF), cujos órgãos estaduais (Rioprevidência e BRB, respectivamente) mantiveram relações financeiras de alto risco com o Banco Master.

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 após a descoberta de um rombo bilionário, configurando um dos maiores escândalos financeiros do país

A polêmica aumentou pelo fato de o ministro Toffoli ser o relator de processos relacionados ao Banco Master no STF, gerando questionamentos sobre conflito de interesses.

O ministro nega qualquer irregularidade, afirmando que as vendas foram declaradas à Receita Federal e realizadas a valores de mercado.

Ele teria dito então – em outras palavras – que:
“Se você vender uma empresa para vigaristas darem golpes no mercado financeiro — desde que declare a venda à Receita Federal — tudo está legal!”

Desistência de Toffoli da relatoria e em minutos depois ser anunciado o Ministro André Mendonça como novo relator:
É importante ressaltar que quando em 2025 Toffoli foi “sorteado” para relator e era de interesse da ala mais ligada ao “Lulismo”, dentro do STF, que ele se defendesse do que já era comentado – sobre seus altos interesses – de negócios em resort que era socio. Assim protegeria os outros ataques que tem pairado sobre outros membros, do STF, atacados pelo “Bolsonarismo” dentro do STF e na imprensa ligada a direita, que influencia os eleitores.

Como um raio, no dia de ontem foi “sorteado como relator substituto de Toffoli o ministro André Mendonça, entre os outro 9 que poderiam ser indicados, o justamente o que mais representa o Bolsonarismo dentro da corte. “Hora…Hora”, não é difícil imaginar que está entrada de um ministro Bolsonarista protege a instituição STF de ataques, pois o tribunal ganha a torcida que até então , mais atacava a corte com sua maioria de ministros Lulista ou socialista.

Acabando as preocupações de exposição da corte perante a sociedade, e diante da “desistência” de Toffoli ter aberto mão da relatoria deste caso Banco Master, desistência mais que pressionada pelos seus pares, um céu de brigadeiro deve pairar sobre o tribunal.

No dia de ontem, 12 de janeiro, uma reunião de todos os ministros foi a que teria – sido um acordão interno – , pois consideraram estar sobre o foco da imprensa e do povo e que parece estarem sobre um “Abraço de Afogados”, onde até o primeiro escalão do Congresso Nacional está dentro deste oceano. Todos sabem que o governo Bolsonaro usou meios para reprimir servidores e afastar aqueles que não obedecia a seus interesses de proteger os crimes da família. Este novo relator equilibra as práticas de ilegalidades e salva a corte e fará o que sempre fazem na justiça o juiz ou ministro é aposentado. É assim, em todos as cortes de justiça, como foi quando que a Corte Militar de Justiça também aposentou o Jair Bolsonaro com apenas 11 anos de carreira militar.

Sobre os sorteios de relator em processos, dentro do STF – Supremo Tribunal Federal, ele pode ser direcionado a um ministro?
Apresento o que sei e você decide se pode haver direcionamento.

1- O Mecanismo da “Solidariedade Orgânica” e o corporativismo, muitas vezes alimentado por uma cultura de “blindagem institucional” leva a estas conclusões: Proteção Mútua, mesmo entre adversários de ideologias porque existe o medo de que, se um colega for punido, isso abra um precedente que possa atingir outros no futuro e um “Pacto de Silêncio” de quem denuncia irregularidades internas (o whistleblower) muitas vezes é isolado, perseguido ou rotulado como “traidor”, o que desestimula a ética.

2- Usam a burocracia (ritos burocráticos) para atrasar investigações até que elas prescrevam, com sigilo indevido que classificam como informações de interesse público como “sigilosas” ou “estratégicas” para evitar o escrutínio da sociedade.

3- Saltam por cima de regras internas – criadas pelos próprios – para consolidar a blindagem institucional.

4 – o STF tem cerca de 1.200 servidores no total, apenas uma Secretaria Judiciária, com uma pessoa no comando, opera diretamente as etapas que alimentam e validam o sistema de sorteio.

5- O STF usam funcionário de carreira que ao assumir a Secretaria Judiaria que orienta quem pode ou não pode ser o ministro sorteado ganha o salário fixo de R$ 21.000,00, mais R$ 17.300,00 de gratificação (o nível mais alto de gratificação do tribunal) pela função, somando R$.38.300,00. Esta pessoa que está há a mais de 11 anos no cargo , era da assessoria de gabinete do Presidente Barroso, portando da pessoa de maior poder administrativo dentro do STF .

6- como esta pessoa escolhe o ministro que podem   participar:
             6 –(A) esse chefe busca no sistema e se detecta que um ministro já atuou no caso ou tem parentesco registrado, ele é excluído do sorteio automaticamente.
             6- (B) ele coloca os critérios, anotando com avaliações positivas ou não para a escolha do relator, muitas podem ser em critérios de subjetividade que é a avaliação pessoal do analista, ou seja: não analisa com dados frios ou métricas exatas.

7 – com o grau de confiabilidade do presidente, do STF, que dá a última palavra para seu comandado, o chefe (ou “a” chefe) apertar o botão de escolha que normalmente fica em 10 a serem sorteados e 1 ministro, o gerente da Secretaria Judiaria de sorteio, manda um funcionários de menor posição apertar o botão do sistema Vitor (Inteligência Artificial), que sorteia o ministro relator

8-0 Sistema de Distribuição de Processos Diferente de uma urna física, faz o sorteio que  é realizado por um algoritmo de sorteio eletrônico integrado ao sistema de gestão processual da Corte. Esse sistema foi desenvolvido internamente pelo STF e é responsável por garantir a aleatoriedade e a alternância entre os ministros

9- O Ministro Barroso, quando presidiu o STF e nomeou a pessoa que ainda comanda o sorteio, justificou que a abertura do código-fonte poderia expor o tribunal a ataques cibernéticos, embora críticos defendam que a falta de transparência sobre o algoritmo gera desconfiança sobre a real aleatoriedade dos sorteios.

Agora você decide se pode haver direcionamento para nomear um relator …

Por Guilhobel A. Camargo – Gazeta de Novo

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