“Lula lá”, na escola de samba, é “diversão” da democracia ou agressão à lei?

Foto: Alex Ferro | Riotur
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Todos os dias, várias correntes com posições no espectro político diferentes criticam seus adversários, assim como pessoas dentro dos sistemas de suas ideologias, com ideias comuns e estruturadas — se autoelogiam dentro dos partidos — sejam liberais, socialistas ou conservadores.

Enfim, havendo alinhamento político, eles “rasgam sedas” e bajulam seus pares para que o partido tenha sucesso nas eleições que chegarão a qualquer momento no futuro.

Fazem suas propagandas ou criticam adversários usando a proteção de estarem em exercício de seus mandatos na Câmara Federal, no Senado Federal, dentro das Assembleias Estaduais, nas Câmaras Municipais, durante muitos dias e vários anos, eleitorais ou não.

Esse comportamento é perfeitamente garantido pelo Artigo 36-A da Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), que determina que não configuram propaganda eleitoral antecipada — desde que não haja pedido explícito de voto — a menção à pré-candidatura, a exaltação de qualidades pessoais e o debate sobre projetos políticos, plataformas ou alianças, em encontros, entrevistas e redes sociais.

Políticos criticam ou elogiam – seus adversários ou seus candidatos -, usando jornais, TVs, redes sociais, na esquina, no futebol, no bar, na zona, no jardim de infância, etc.
E do que vivem os políticos brasileiros?
Eles vivem do dinheiro do povo e, com o fruto desse dinheiro, criticam outros políticos, mesmo fora do período eleitoral.

ENTÃO:
Onde está a gravidade de uma escola de samba usar um enredo que elogia um político e critica outro político? Isso é democracia (?!), ainda mais quando todas as verbas — das grandes escolas — também vêm do tesouro público, assim como a remuneração dos políticos.
Onde está o crime?
Paulo Maluf, Admar de Barros e outras centenas de políticos já foram tema de enredos de escolas de samba — quando eram vivos e candidatos — e nunca sofreram processo para ficarem proibidos de concorrer.
Por que agora os adversários já entraram com várias ações contra Lula, quando o Carnaval ainda nem terminou?

A propósito:
Lula, no domingo, assistiu a todas as escolas que desfilaram na avenida, e, ao término de cada desfile, foi à praça da dispersão e beijou a bandeira de cada uma delas.

O resultado deste concurso de carnaval foi:
A Viradouro campeã do carnaval de 2026, homenageando o Mestre Ciça, e a escola “Acadêmicos de Niterói”, que homenageou o presidente Lula, ficou em 12º lugar (última colocação) e foi rebaixada para a Série Ouro (segunda divisão) do Carnaval de 2027.

Mas eleições não são carnaval.

Por Guilhobel A. Camargo – Gazeta de Novo

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