São os maiores agressores na história da humanidade.

Somando os roubos e saques de Gêngis Khan (mongol), Alexandre, o Grande (Império Macedônio), Napoleão Bonaparte, Átila, o Huno (Império Huno), Tamerlão (Império Timúrida) e Júlio César (Roma), eles não se comparam aos crimes de roubo e saque perpetrados pelos Estados Unidos da América, especialmente no período de 1975 (Nixon) até 2026 (Trump).
Os sete citados “não passam de trombadinhas”, perto do valor que o EUA tem saqueado nestes últimos 50 anos e movimentado em petrodólares.
A motivação central é a preservação do dólar e do petrodólar, que levam os EUA a invadir países que negociam petróleo fora do sistema dólar.
Não se tratava originalmente de armas químicas de destruição em massa — motivo alegado para o início do conflito com o Iraque de Saddam Hussein em 2003. Essas armas nunca foram encontradas. A verdadeira razão foi a tentativa de Hussein de vender petróleo não mais em petrodólar, mas utilizando uma combinação com o moeda iraquiana (dinar IQD), e a mudança do programa “Petróleo por Alimentos” da ONU, que substituía o dólar pelo euro.
Em 2003, ocorreu a invasão e a mudança de regime no Iraque. O petróleo iraquiano voltou a ser cotado em dólares imediatamente após a intervenção. Saddam Hussein foi linchado. Segundo um estudo publicado na The Lancet, estima-se que aproximadamente 655.000 civis e combatentes tenham morrido, direta e indiretamente, até meados de 2006. A quantidade de petróleo roubado, com a conivência do Reino Unido, nunca foi oficialmente divulgada, mas os lucros das vendas em petrodólares até hoje representam bilhões de dólares em benefício dos Estados Unidos.
Em 2009, Muammar Gaddafi propôs uma moeda africana lastreada em ouro, chamada “dinar de ouro”, para o comércio de petróleo. Os próprios e-mails vazados de Hillary Clinton — utilizados por Trump — confirmam que essa foi a principal razão para a intervenção. Sob comando dos EUA, a OTAN bombardeara a Líbia em 2009. Gaddafi foi brutalmente assassinado por milicianos contratados pela OTAN, e a Líbia virou um mercado aberto de escravos.
“Viemos, vimos, ele morreu”, declarou o então presidente Clinton, com risada diante das câmeras. O dinar de ouro morreu com Gaddafi. Após o conflito, o Conselho Nacional de Transição do Iraque chegou a estimar até 50.000 mortos. Gaddafi havia depositado em bancos dos EUA, cerca de US$ 200 bilhões do fundo soberano da Líbia; esse dinheiro nunca foi devolvido pelos EUA. Além disso, o petróleo da Líbia, explorado por cinco grandes empresas (ex-“The Seven Sisters”, resultantes da fusão de 1970), domina grande parte do mercado mundial.
Nelson Mandela admirava tanto Gaddafi que deu o nome dele ao seu primeiro neto.
“O Livro Verde”, publicado por Gaddafi, é uma obra importante que fundamenta a ideologia política e social do regime líbio. Defendendo a “Terceira Teoria Universal” — uma alternativa ao capitalismo e ao comunismo —, propõe uma democracia direta através de comitês populares, socialismo utópico e nacionalismo. Gaddafi também defendia a obrigatoriedade das petrolíferas manterem um mínimo de funcionários líbios, aplicar parte dos lucros na Líbia, além de promover a defesa e o respeito pelos direitos das mulheres. Essas propostas, no entanto, não interessaram aos países da OTAN. Gaddafi declarou que, no mundo árabe e muçulmano, as mulheres eram tratadas como “móveis” e defendeu uma “revolução feminina”. Como na religião cristã e no judaísmo, em menor escala, as mulheres eram frequentemente subjugadas. Além do dólar essa visão foi outro dos motivos que levaram à sua derrubada, apoiada por interesses machistas e religiosos que fecharam os olhos às suas propostas de emancipação.
O Irã, terceiro maior produtor de petróleo do mundo, cessou oficialmente, em 2007, o uso do dólar americano (petrodólar) em todas as suas transações petrolíferas. Em 2008, inaugurou a Bolsa de Petróleo de Kish, projetada para negociar petróleo e derivados em moedas distintas do dólar. O Irã vende em moeda própria para China, Índia, Coreia do Sul, Japão, Turquia, Taiwan, Itália e Grécia. Desde então, os EUA acusam o Irã de desenvolver armas nucleares — alegação que o país nega, afirmando que suas atividades são para fins pacíficos. Contudo, os EUA continuam a ampliar seus arsenais nucleares. Vale lembrar que os Estados Unidos foram os únicos a usar bombas atômicas — Hiroshima e Nagasaki — reafirmando sua hegemonia nuclear. No fundo, o controle do petrodólar é uma estratégia de manter o domínio econômico, usando o ouro como lastro de sua moeda.
A Venezuela, que possui a maior reserva de petróleo do mundo e não produz uma única grama de cocaína, foi alvo de ações imperialistas.
Em 1999, Hugo Chávez assumiu com uma plataforma nacionalista e anti-imperialista. Chávez rejeitou ajuda humanitária dos EUA após inundações, alegando questões de soberania. Em 2000, visitou Saddam Hussein, que havia anunciado que não venderia mais petróleo em petrodólar, o que desagradou Washington. Em 2001, Chávez criticou duramente a invasão do Afeganistão pelos EUA, afirmando que “não se combate o terrorismo com terrorismo”, o que levou à retirada temporária da embaixadora americana de Caracas. Em 2002, quando Chávez foi brevemente deposto por um golpe de Estado, acusou o governo de George W. Bush de apoiar a tentativa de sua derrubada. Acredita-se que isso tenha relação com a oposição dos EUA à renacionalização da Petrobras venezuelana (PDVSA), que prejudicou interesses americanos no setor petrolífero.
A partir de 2009, a relação deteriorou-se ainda mais, e Chávez passou a usar o termo “O Império” para se referir aos EUA, chamando o presidente Bush de “diabo” em discursos internacionais. A morte de Hugo Chávez, em 2013, marcou o início de uma escalada de tensões entre a Venezuela e os Estados Unidos sob Nicolás Maduro. Em 2015, o governo Obama declarou a Venezuela uma “ameaça à segurança nacional”, impondo sanções que agravaram a crise social e econômica do país.
Em 2017, Maduro anunciou, na Assembleia Nacional Constituinte, que a Venezuela passaria a negociar seu petróleo e outras commodities (como gás e ouro) em uma cesta de moedas estrangeiras, incluindo o yuan chinês, o euro, o iene japonês, o rublo russo e a rupia indiana. Sob o governo de Donald Trump, as sanções foram ampliadas, atingindo setores estratégicos, especialmente o petróleo, e membros da cúpula chavista, com o objetivo de forçar uma mudança de regime.
Em fevereiro de 2018, o governo venezuelano lançou o Petro, uma criptomoeda estatal lastreada nas reservas de petróleo do país. Mais recentemente, passou a aceitar pagamentos em stablecoins, como o USDT, para facilitar as exportações de petróleo sob sanções contínuas.
O que fez Trump?
Ele atacou pequenos barcos suspeitos de tráfico, matando mais de 80 pessoas — até agora, sem provas concretas. Qual é o pior crime: matar pessoas com bombas ou com drogas? Ambos são assassinatos.
Na madrugada do dia 3 de janeiro, tropas da Força Delta invadiram a residência de Nicolás Maduro. Ele e sua esposa, Cilia Flores, foram detidos após tentarem se refugiar em um bunker fortificado. Durante a operação, cerca de 40 pessoas foram mortas.
Até quando o mundo permitirá esses roubos contínuos e as mortes promovidas pelos governantes dos EUA?
Por Guilhobel A. Camargo – Gazeta de Novo


