As intervenções de Trump, desprezando a soberania de outros países, dificultam a manutenção da paz mundial.

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Nos últimos tempos, observamos uma mudança na postura das grandes potências em relação às normas internacionais. Os Estados Unidos, sob a liderança de Trump, passaram a agir de forma mais livre na sua esfera de influência, muitas vezes desprezando regras tradicionais e o direito internacional. Essa atitude é exemplificada pela tentativa de captura de Nicolás Maduro na Venezuela, além de ações militares unilaterais, como o constante apoio financeiro a Israel e, não menos importante, à Ucrânia, por causa da anexação de territórios pela Rússia. Agora, aponta uma “mira forte” para cima da Groenlândia, sem perder de vista o vizinho Canadá.

Trump acredita que o poder militar deve prevalecer sobre as normas que regulam o comportamento dos Estados, e sua administração reforçou uma lógica de coerção e influência baseada na força.

Isso representa um retorno a uma era de esferas de influência, onde grandes potências agem de forma mais agressiva, muitas vezes justificando suas ações com alegações de segurança ou interesses estratégicos.

O abandono do respeito às normas internacionais enfraquece mecanismos de responsabilização, como o Tribunal Penal Internacional, que tem jurisdição limitada e exclui os países mais poderosos. Assim, em um cenário onde a força domina, aliados e países menores podem buscar diversificar suas alianças, muitas vezes se voltando para potências rivais, o que ameaça a estabilidade global, especialmente nas regiões mais vulneráveis, como a África, Oriente Médio e Ásia.

Além disso, o desprezo por regras internacionais pode estimular conflitos regionais, como disputas territoriais e intervenções, aumentando o caos e dificultando a manutenção da paz. Para os Estados Unidos, essa postura também traz riscos econômicos e políticos, ao prejudicar alianças e reduzir sua influência global.
Em suma, um mundo onde a força prevalece acima do direito pode gerar instabilidade, conflitos e um retrocesso nos avanços em direitos humanos e cooperação internacional.

Por Guilhobel A. Camargo – Gazeta de Novo

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