Big Bang: não foi o plano de um Deus, mas uma flutuação quântica que se expandiu exponencialmente

O universo é autossuficiente em sua existência.

Não é crível buscar a origem de tudo quando sabemos que o vácuo não é vazio, mas sim repleto de flutuações quânticas, nas quais partículas e antipartículas surgem e desaparecem constantemente, sem uma causa externa macroscópica. Na física quântica, o conceito de “nada” absoluto é substituído pelo Vácuo Quântico.

O vácuo possui uma energia mínima intrínseca que permite o surgimento espontâneo de partículas virtuais, conforme o Princípio da Incerteza de Heisenberg. Assim, o universo pode emergir de uma flutuação do próprio vácuo; a necessidade de uma causa externa ou de um criador consciente torna-se, portanto, uma questão metafísica, não necessariamente física.

A Teoria Quântica de Campos demonstra que o espaço-tempo é um meio dinâmico. Onde não há matéria, há campo; e onde há campo, há potencial para a existência. Muitos cosmólogos defendem que o próprio Big Bang foi uma flutuação quântica que se expandiu exponencialmente. Galáxias, vida e consciência — tudo isso não resulta de um plano preordenado, mas é uma propriedade emergente das leis físicas fundamentais.

Ao aceitar que o vácuo quântico e suas flutuações representam o “estado padrão”, a ciência desloca o foco da busca por um “porquê” (propósito) para o entendimento do “como” (processo). Segundo publicações científicas, a ausência de ureligiãoma causa externa macroscópica sugere que o universo é autossuficiente em sua existência.

No que diz respeito às religiões, estas entraram, muitas vezes, explorando a vulnerabilidade emocional das pessoas, inventando promessas de recompensas divinas para manipular financeiramente ou politicamente. Essas construções desviam-se das leis naturais e das instruções deixadas pelos fundadores ou divindades criadas para cada religião. Aproveitam-se da condição humana, que reflete as misérias do mundo, projetando as melhores qualidades em um deus inexistente e, assim, tornando-se escravos dessa própria criação.

As religiões funcionam como um anestésico, oferecendo uma felicidade ilusória — o paraíso — para que as pessoas suportem a exploração real sem se rebelar. Elas utilizam o “mistério da fé” como estratégia para desviar a atenção da única vida real — a terrena — em favor de uma promessa vazia de recompensa após a morte.

Por necessidade de proteção, o ser humano, sentindo-se desamparado diante das forças da natureza e do destino, criou a figura de um “Pai Celestial” protetor, a fim de aliviar sua angústia infantil. A fé não se sustenta em evidências, mas na força do desejo humano de que o universo seja ordenado e justo. Além disso, a fé serve aos governantes para manter a ordem e a obediência civil, através do medo do divino, independentemente de os líderes serem realmente crentes ou não em qualquer religião.

À luz do que foi apresentado neste texto, reflita sobre as citações que os crentes fazem constantemente:

  • Deus te guie
  • Deus te proteja
  • Deus te abençoe
  • Deus te ilumine
  • Deus te acompanhe
  • Deus te dê paz
  • Deus te dê amor
  • Deus é Pai
  • Deus é amor
  • Deus é o caminho
  • etc., etc., etc…

Essas expressões refletem uma busca por proteção, esperança e sentido, muitas vezes baseadas na necessidade humana de se sentir amparada por uma força superior, mesmo que essa força seja uma construção cultural e emocional, e não uma realidade comprovada.

Por Guilhobel Aurélio Camargo – Gazeta de Novo

Compartilhe nas suas redes socias!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *